10 curiosidades sobre o filme Psicose

Empolgado após a minha visita na exposição “Hitchcock  – Bastidores do Suspense” (meu amigo Apolo Santana Vieira fez um belo de um artigo sobre a exposição lá no blog dele, confere lá), promovida pelo MIS, cheguei em casa e fui direto rever um dos meus filmes favoritos do diretor, o longa Psicose (1961). Claro que a aclamada cena de Marion Crane (Janet Leigh) gritando no chuveiro, enquanto é assassinada por Norman Bates (Antony Perkins) ainda gera impacto, mas o filme é muito mais do que uma cena icônica.

Esse é um dos meus filmes favoritos, não só pelo seu pioneirismo no gênero, mas por detalhes que podem passar despercebidos em um primeiro olhar. Para quem também admira o diretor Alfred Hitchcock, ou apenas, conhece bem a cena do chuveiro, separei 10 curiosidade que talvez você não conheça sobre o filme Psicose.

1 – Efeitos sonoros

Quando você escuta a faca supostamente atravessando o corpo de Marion, na verdade está ouvindo um facão passando por um melão. Esse foi o recurso utilizado pelo diretor para tornar a cena mais impactante, vale destacar também, que a produção apunhalou vários tipos de melões para encontrar o som perfeito.

2 – Referências do filme

O filme é baseado no livro “Psicose” de Robert Bloch, Hichcock comprou os direitos da obra por apenas 11 mil dólares.

3 – Complicações na produção

A Paramount, responsável por colocar as produções de Hitchcock em prática, era contra a produção do filme. Por isso, ele foi financiado pelo próprio diretor, que desembolsou 800 mil dólares e hipotecou a sua casa para conseguir o dinheiro, além de desistir de parte dos seus direitos financeiros.

4 – Uma cena icônica

A cena do chuveiro levou 7 dias para ser gravada e, oginalmente, não era para ter trilha sonora. Hitchcock queria focar no impacto que a cena por si só causava, porém, a a composição de Bernard Herrmann, chamada de Violinos Gritantes (“Screaming Violinos”), ganhou o diretor que inseriu na edição final.

5 – A série de Norman Bates

Para quem nunca assistiu, eu indico a série Bates Motel que mostra como era a vida do jovem Norman Bates com a sua sufocante mãe, Norma. A série inspirada no filme foi bem aceita pelo público, mas teve a sua última temporada anunciada no ano passado.

6 – O elenco de Psicose

elenco-psicose

Janet Leigh, uma grande estrela da época, aceitou fazer o filme por metade do seu cachê de costume. Apesar de ter sido a favor da contratação da atriz, a Paramount foi contra a de Antony Perkins. Sendo os estúdios, o rosto do ator não era conhecido pelo público, mas Hitchcock apostou nele, e claro, o mestre do suspense estava certo.

7 – Ainda sobre a cena icônica

Foram gravados 77 takes durante a cena do chuveiro, mas como deu para perceber , o diretor usou apenas 3 minutos.  Apesar do som cortante da faca, em nenhum momento o Hichcock mostra o objeto penetrando a vítima, e nem precisava, a sensação de tensão é ainda maior porque o espectador fica confuso com o que está acontecendo.

8 – Sobre o livro Psicose

A grande diferença entre o livro e o filme está na aparência do personagem principal e na motivação para  cometer os crimes. No livro, Norman Bates é retratado como um homem gordo e antipático, mas Hitchcock descordava dessa descrição para vilões. No filme, Norman é resultado de uma mistura de problemas psíquicos, já na obra de Robert Bloch, o assassino tem apagões ocasionados pelo álcool.

9 – A descarga

Pode parecer estranho, mas um dos elementos que chocou o público após o lançamento de Psicose, foi a gravação de uma descarga de um vaso sanitário. Exatamente, naquela época era de mal gosto mostrar esse tipo de ação, especialmente em close up, como foi feito no longa de Hitchcock.

10 – Uma história por traz da outra

psicose

O livro que inspirou o filme Psicose foi influenciado pela história de Ed Gein, um assassino frio de Winsconsin. Ele inspirou outros clássicos como: O Massacre da Serra Elétrica e O silêncio dos inocentes.

Curtiu a lista? Se você lembra de mais alguma curiosidade deixe aqui nos comentários.

 

 

Endeavour

Endeavour é um filme, ou telefilme (por ter sido exibido por um canal de TV), produzido pelo canal ITV, da Inglaterra, exibido em janeiro de 2012 pelo canal. Ele foi feito como uma homenagem aos 25 anos da série clássica Inspector Morse iniciada nos anos 80’s. E o filme nada mais é que um prelúdio de Inpector Morse.

Cássio Antunes Endeavour

É um filme envolvente que teve um pico de audiência muito grande na Inglaterra, com uma média de 8.2 milhões de telespectadores. Devido à grande receptividade do público com a exibição do filme comemorativo, os produtores resolveram criar uma série a partir desse filme, na qual já foram realizadas duas temporadas e anunciaram em setembro de 2014 a renovação para uma terceira temporada.

A história do filme ocorre em 1965 onde uma estudante desaparecida da Universidade de Oxford leva o detetive Fred Thursday e seu assistente, o Policial Endeavour Morse a cuidarem do caso.

Cássio Antunes Endeavour Ator

Morse, interpretado por Shaun Evans, é um jovem policial ex-estudante de literatura em oxford que rum belo dia resolveu largar os estudos para seguir a carreira como policial. E aí que começa a graça, nesse caso do desaparecimento ele precisa retornar a Oxford, onde lhe vêm lembranças da época em que estudava.

É claro que isso é só o começo do começo, muita coisa desenrola e o mistério e suspense é muito acentuado o que causa um envolvimento muito grande com os personagens. Gostei bastante do filme prelúdio e da primeira temporada, estou indo assistir a segunda temporada, mas depois eu faço um review melhor para vocês sobre cada uma.

De qualquer modo, recomendo que assistam a esse primeiro filme que deu origem à série, não criem grandes expectativas pois a produção deixa um pouco a desejar, mas a o roteiro tem seu mérito e não é a toa que um simples telefilme virou uma série muito forte na Inglaterra. Vale conferir.

Pessoal, se curtiu, fiquem sempre de olho aqui no blog Cássio Antunes. Valeu!
Abraços

A Pele Que Habito

Oi Galera, tudo tranquilo?

Hoje quero falar com vocês sobre um filme muito maluco que vi no último final de semana . É um filme já antigo (2011) que revi, trata-se do: A pele que habito do caríssimo Pedro Almodóvar.

Engraçado é ter percepções diferentes sobre os filmes quando os vemos pela segunda vez. Assisti a ele logo quando chegou em DVD e lembro de ter ficado um tanto perplexo com o desenrolar da história, tratando-se de Almodóvar sabia que podia esperar algo do tipo mas é sempre uma surpresa. A história e o suspense prometido são muito bem executados.

A Pele que Habito
[SPOILER]
A história tem como personagem principal um cirurgião plástico, Robert, interpretado por Antonio Banderas, que perde tragicamente sua esposa e sua filha. Ambas se suicidaram, a esposa devido a tristeza em relação a sua aparência após um acidente e a filha, em decorrência do trauma de assistir o suicídio de sua mãe combinado com um estupro sofrido.

Robert, inconformado com as queimaduras sofridas pela esposa, iniciou estudos para criar uma pele mais resistente em um laboratório dentro de sua enorme residência. Com os traumas sofridos e sentimentos de vingança, Robert captura o estuprador de sua filha para condená-lo a seu cobaia em seus experimentos transformando-o em uma mulher posteriormente com o auxílio de inúmeras intervenções cirúrgicas.

Não quero contar todo o filme para vocês pois vale a pela assistir mas voltando ao nosso papo, o que mais me chamou atenção neste filme é que a transformação em mulher é feita com muito suspense envolvido e realmente choca aos telespectadores (ou pelo menos a mim).

Robert, obcecado pela vingança e também dirigido pelo seu trabalho, criou um transgênero dentro de seu laboratório. Apesar de o foco do filme não ser as diversas intervenções estéticas, é para se pensar em como as cirurgias são benéficas em diversos momentos com “imperfeições” que nos incomodam e até mesmo para a troca de sexo (por que não?).

Por outro lado, quando as intervenções estéticas viram uma obsessão e exageradas, acabam destruindo aparências e colocando risco a saúde das pessoas que se submetem a elas.

O filme retrata os avanços e inúmeras mudanças que conseguimos fazer em nossos corpos. A cobaia de Robert era a mesma pessoa por dentro mas e por fora? A cada momento é inventado uma nova cirurgia plástica, seja para aumentar isto ou diminuir aquilo e a nossa vaidade pode falar mais alto que a razão.

Enfim, acho que me estendi demais e até divaguei no assunto rs. Fica a dica do filme que vale a pena conferir e tirar sua próprias conclusões.

Grande Abraço.

Trailer:

O Musical de Game Of Thrones

Game Of Thrones Musical

Pra quem curte Game Of Thrones isso aqui é fantástico!

O Coldplay e o elenco de GOT se juntaram para gravar um vídeo de 12 minutos ensaiando para um suposto musical da série.

Contando com Kit Harington (Jon Snow), Emilia Clarke (Daenerys Targaryen), Alfie Allen (Theon Greyjoy), Peter Dinklage (Tyrion Lannister), Nikolaj Coster-Waldau (Jaime Lannister), Mark Addy (Robert Baratheon), Iwan Rheon, Charlotte Hope (Myranda) e Thomas Brodie-Sangster (Jojen Reed).

Confere aí:

É claro que o musical é fictício,  foi uma ação para arrecadar fundos para o Red Nose Day.

American Horror Story: Um horror para agradar

American Horror Story

Na verdade, eu já gostei muito mais de terror comparado aos dias de hoje. Quando era moleque, gostava de ir à locadora em sextas-feiras alugar filmes de terror (Sim, sou da época de alugar e rebobinar fitas, e se não as rebobinasse, poderia pagar multa na locadora empoeirada).

Eu ví, basicamente, todos os filmes de terror daquela locadora de bairro (ok, ela não possuía muitos exemplares). Era o único gênero que me interessava fora os pastelões de comédia e os clááááássicos de ação.

Depois de véio, orfão de bons filmes de terror, ouvi falar de American Horror Story ou AHS para os chegados. De primeira já pensei: “Putz, que merda! Fizeram uma série de terror barato pra ganhar uma grana”, mas beleza, resolvi assistir já na preguiça.

Aí que está, meus caros, a série é muito boa! Sim, os clichês acontecem mas vamos concordar que não há histórias de terror sem alguns elementos chave que caracterizam e já trazem uma bagagem dentro dos espectadores.

The Murder House - Primeira Temporada
The Murder House – Primeira Temporada

O projeto foi idealizado por Ryan Murphy e Brad Falchuck e foi lançado em momento de fraqueza do gênero suspense/horror, além disto conta com um elenco de peso e também o talento de Murphy, ganhador de diversos prêmios, muitos deles por conta da série Glee, aquela da cantoria.

Asylum - Segunda Temporada
Asylum – Segunda Temporada

Eu estou partindo para a terceira temporada, chamada de Coven, que tem as bruxas como elemento principal. Ah, vale lembrar que as temporadas são independentes, cada uma delas conta uma história e tem um cenário diferente.

Coven - Terceira temporada
Coven – Terceira temporada

A primeira e a segunda temporada, aquela falando sobre uma casa “mal assombrada”, Muder House e esta sobre um Manicômio nos anos 60 foram espetaculares, com histórias referenciando clássicos longas de terror e toda uma construção, principalmente de cenários, que nos fazem mergulhar na história, prometo que não é um filme porco de terror, só fica atrás de produções japonesas/coreanas/chinesas.

Não vou contar mais pois não quero fazer os odiados spoilers, mas convido vocês a terem uma boa surpresa com American Horror Story. Depois me contem o que acharam.

Vale a pena!

Abraços

 

 

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Confira tb: Cássio Antunes Endeavour

Como eu conheci a sua mãe e uma ótima série

Ou, mais popularmente conhecido como “How i met your mother” (convenhamos, o nome do filme em português fica muito mais engraçado haha).

Como conheci a sua mãe
Como conheci a sua mãe

Gostaria de começar as postagens de séries por ela, pois para mim significou muito, fiquei carente durante anos após o fim de Friends e Seinfeld, um com um humor mais ingênuo e outro com seu humor extremamente ácido e inteligente apesar do conceito de “uma série sobre o nada”.

E o HIMYM apareceu unindo o que há de melhor entre as duas séries que eu mais gostava, com personagens inteligentes, apesar daquele clichê de personagens amiguinhos que se encontram sempre no mesmo local, trocando uma cafeteria (central perk) e um restaurante (Monk’s Cafe) por um pub (Mclaren’s Pub). Ainda assim, os personagens fogem do comum, eles são mais humanos e engraçados em um nível diferente, e principalmente, com a linguagem atual, o nos faz nos identificar muito.

Mas o melhor é a história, tudo gira em torno da história do personagem Ted Mosby, contando para seus filhos como ele conheceu a mãe deles. Por isso o “How I Met Your Mother”, sacou? hã?

E parece que a série foi inteira pensada do começo ao fim, sem grandes surpresas desagradáveis pelo fato de a série ter feito muito sucesso e irem enrolando o roteiro para render mais aos produtores e no final, o desfecho ser uma bela de uma mer**, assim como fizeram com lost.

Inclusive, aguardem um post especial listando as séries que valem a pena ver do começo ao fim pelo final maravilhoso e outras em que o roteiro se perde e o final é extremamente desagradável.

Sem spoilers por aqui, mas assistam a série até o final, que valerá cada temporada assistida, ao contrário daquelas séries estilo disney, onde o mundo é todo perfeito de fantasias, em HIMYM é um final sensacional e muito próximo da realidade das pessoas.

Enfim, assistam, vão na fé, se não gostarem comentem aqui me xingando ou elogiando, vou gostar de levar esse papo com vocês! 🙂

Abração e até a próxima!